Com apenas um ano e cinco meses no poder, mas com grande desgaste no governo e com baixa popularidade, o prefeito por Maragogi, Fernando Sérgio Lira, não se conformou com a conquista dos professores no qual conseguiram bloquear na justiça, mais de 18 milhões de reais, ou seja, 60% dos precatórios do Fundef depois que um projeto caliginoso foi enviado por ele para a câmara de vereadores, dando destino a mais de 37 milhões de reais.
Depois que o Juiz da comarca de Maragogi, Dr. Diego de Mendonça bloqueou os 60% do precatório, o prefeito se mostrou incomodado com a situação, inclusive em uma entrevista na rádio local falou que “foi à primeira vez que viu alguém fazer o bloqueio do bloqueio.” debochando das prerrogativas da Magistratura. Na sequência, ameaçou os professores dizendo que não daria aumento salarial, enquanto a questão não fosse resolvida, e por ser uma demanda judicial, iria esperar as definições, porém, se fosse para gastar todo dinheiro na educação, gastaria, mais que iria agravar até a última instância da justiça.
Com uma audiência marcada pelo Juiz para o dia 12 de julho no fórum local, o advogado Jeimison Lira, marcou uma reunião com os professore e servidores da educação, ontem (23), na câmara de vereadores para repassar os andamentos dos trabalhos.
Ao iniciar a reunião, o advogado falou aos servidores que várias prefeituras já ratearam os precatórios com os professores a exemplo da Prefeitura de Acopiara-CE, Prefeitura de Capela-AL, Prefeitura de Boca da Mata-AL, Prefeitura de Catende-PE, Prefeitura de Boa Viagem-CE, Prefeitura de Joaquim Nabuco-PE, Prefeitura de Petrolina-PE, Prefeitura de Graça-CE, Prefeitura de Paramoti-CE, Prefeitura de Ouricuri-PE entre outras.
Diante de total otimismo entre os professores e servidores, o advogado Jeimison Lira repassou uma das notícias que ninguém queria ouvir naquele momento, pois segundo ele, o Prefeito Sérgio Lira tinha acabado de entrar na justiça com um agravo de instrumento para derrubar a liminar dos professores, e que não foi o procurador do município que entrou, mas sim, cinco advogados de um escritório que ele contratou. E o pior é que na peça, os advogados pedem que os 37 milhões sejam gastos da forma que o prefeito Sérgio Lira achar mais coerente, e não os 100% na educação.
Chocados com a notícia, os professores lamentaram o fato, e disseram que “enquanto a maioria dos prefeitos do Brasil tenta dividir o pão com os professores, o daqui entra na justiça para impedir.” Mas garantiram que vão parar Maragogi no dia 12 de julho, e que esta data se tornará um símbolo da luta dos menos favorecidos da educação brasileira. Todos os servidores e professores serão convocados juntos com seus familiares, alunos, pais e as demais classes, pois esta luta não é mais uma ação judicial, pois agora ela se tornou uma ação social para todos.
Com a plateia mais calma, a reunião seguiu e foram apresentados dados aos professores que de janeiro até agora, mais de 14 milhões de reais entraram nas contas da educação e que não havia motivo para o município manter o atraso do salário do mês de dezembro/16, uma vez que, além disso, ficou o empenho da folha e saldo em contas para quitar os débitos com os professores.
Após reunião a nossa reportagem procurou o (SIMA) Sindicato dos Professores de Maragogi, mas fomos informados que não havia representantes na reunião.
Perguntamos a uma professora se ela sabia por qual motivo o sindicato dos professores de Maragogi não está empenhado na luta pelo rateio dos 60%, e a mesma, primeiro pediu para não se identificar, mas revelou que foram abandonados pelo o Sindicato depois que a cúpula foi agraciada por cargos comissionados. “São traidores,” detona a professora.
Já o Advogado Jeimison disse que seguirá em frente na luta com os servidores e professores e que acredita na justiça.
Qualquer cidadão e professores podem consultar o processo.
NÚMERO: 0802522-09.2018.8.02.0000



























