Devido à pandemia que assola o mundo, a crise econômica já surte grandes efeitos no meio da sociedade, e as famílias mais carentes já começaram a entrar em desespero por não terem mais o que comer. .Assim, a prefeitura da cidade mais rica do litoral norte de Alagoas divulgou nas redes sociais que iria distribuir cestas básicas para as famílias dos alunos que estudam na rede municipal. Entretanto, milhares de moradores entraram em desespero ao saberem que as cestas básicas não seriam para todos os alunos, mas para alguns selecionados pelos diretores.
Depois que a notícia se espalhou, centenas de áudios de repúdio contra o prefeito e o secretário de educação foram compartilhados pelo WhatsApp, Tendo 6.800 alunos, a secretaria de educação doou apenas 500 cestas. Em entrevista à rádio local nesta quarta feira (08), o secretário João Enio, depois de ouvir ao vivo as reclamações de alguns moradores, informou constrangido que o número de cestas básicas será ampliado e que na próxima semana a distribuição continuará.
Outro constrangimento revelado pelos moradores nas redes sociais diz respeito à tradicional distribuição do peixe da Semana Santa. De acordo com os moradores do conjunto Deda Paes, um dos mais carentes de Maragogi, o peixe distribuído pela prefeitura era de péssima qualidade. Diante disso, jogaram o pescado fora e compartilharam nas redes sociais. O repórter Márcio Barcellos, colaborador do Site Maragogiro entrou em contato nesta segunda feira (06) com o secretário de assistência social do município, para saber se a prefeitura iria distribuir o peixe este ano, mas o secretário não soube responder nada referente ao assunto. Foi perguntado também se a secretaria tinha licitado a compra do peixe, e o secretário também não soube responder, mas disse que “seria irrisório o município distribuir peixe sem que o povo tivesse fubá para comer”.
Essa cultura de distribuição do pescado existe em Maragogi desde a época do ex-prefeito Paulo Max. Mas, no governo do ex-prefeito Marcos Madeira, o assistencialismo foi ampliado e, além do peixe, foi criado o projeto Alimentar Família, por meio do qual eram distribuídas mil cestas básicas mensalmente.
Com a crise econômica instalada pela pandemia do novo coronavírus, a distribuição do peixe e a cesta básica cairiam como um maná do deserto na mesa da carência para amenizar a fome de muitas famílias que vivem desamparadas pelo poder público há muito tempo. No momento, as comunidades carentes estão sendo assistidas por entidades e por pessoas físicas que estão distribuindo alimentos arrecadados por doadores. As famílias mais necessitadas vivem no Sítio Maruim em São Bento, Deda Paes e Alto dos Sonhos em Maragogi, e Sítio Corre Água em Barra Grande.
É de se admirar que pescado e cestas básicas, produtos baratos que amenizam a fome do povo, não cheguem a todas as mesas das famílias carentes.
Ao que se percebe diante de tantos descasos, parece que tudo é arquitetado para manter a pobreza solando nestas comunidades, talvez com o intuito de transformar o povo em um negócio lucrativo para os oportunistas que aparecem a cada quatro anos dando migalhas, tirado proveito da miséria e iludindo os pais de família com promessas em troca de votos.




























