Diante da situação atual da pandemia do novo coronavirus, prefeitos e governadores brasileiros lançaram decretos autorizando o fechamento de vários segmentos empresariais e o controle do número de frequentadores em outros com o objetivo de enfraquecer o pico da pandemia. A preocupação maior das autoridades está voltada para as grandes metrópoles, onde o tráfego de pessoas é frequente de dia à noite.
No entanto, devemos ressaltar que uma cidade como Maragogi, que tem cerca e 32 mil habitantes, número considerado pequeno, equipara-se a uma grande metrópole por se tratar do segundo polo turístico de Alagoas que atrai milhares de pessoas às suas praias tanto na alta como na baixa estação.
Na tentativa de evitar a proliferação da doença, as principais fontes de renda de Maragogi estão de portas fechadas: hotéis, pousadas, bares, restaurantes, conveniências etc. Estes seguimentos são geradores de emprego direto, e, mesmo em férias coletivas, os funcionários irão receber seus vencimentos, o que garante sua sobrevivência no momento da crise. Por outro lado, centenas de trabalhadores informais que tiram seus sustentos todos os dias à beira-mar pela venda de artesanatos, bugigangas e até crustáceos estão ameaçados de passarem necessidades, pois sua principal fonte de renda está 100% parada. Ainda assim, não parece haver grandes preocupações com a classe da política local.
Até o momento, entrando na segunda semana sem que os trabalhadores informais tenham o direito de oferecer seus serviços, a prefeitura de Maragogi não se manifestou para tentar controlar esse impacto. Famílias inteiras serão obrigadas agora a colocar em recesso também suas barrigas, ao mesmo tempo em que devem manter a quarentena para não correrem risco de serem contaminadas. Atualmente, a única ação do governo municipal de que se tem notícia, advinda do secretário de assistência social, foi a de usar o poder de polícia para intimidar um grupo de homens “condenados pelo vício” como forma de autoritarismo e de aparecer bem no vídeo.
Diante dos fatos e do descaso para com o povo carente, se o recesso continuar após o dia 08 de abril, a única solução para Maragogi serão campanhas comunitárias que não deixem famílias passarem fome.
Já a prefeita de Barra de Santo Antônio, Emanuella Moura, informou a imprensa que estará decretando redução em 50% do seu salário e em 20% os salários dos secretários, procuradoria geral do município e diretores de órgãos. De acordo com a prefeita, os valores contidos serão direcionados para a saúde pública e atendimento social durante a pandemia do coronavírus.




























