Para onde vão os mortos? A única certeza que temos é que o seu último destino será o cemitério, entretanto, aqui em Maragogi não é bem assim, pois os três cemitérios públicos que existem, estão superlotados.
Através de denuncias da superlotação, a reportagem do MaragoGiro visitou os cemitérios da cidade de Maragogi, do Distrito de Barra Grande e o do Distrito de São Bento.
No cemitério de Maragogi encontramos funcionários públicos trabalhando na limpeza, mas não quiseram se identificar, porém revelaram que só enterra alguém se a família tiver túmulo, caso contrário, terão que se deslocar para as cidades vizinhas.
Dona Joana Ataíde de 60 anos, moradora próxima do cemitério, disse que aos poucos os espaços que tinha em torno do cemitério, foram invadidos por construções de casas e não tem mais como crescer. Lamenta.
Uma outra senhora que preservaremos sua identidade, estava mais exaltada por ter enterrado um de seus parentes na cidade de Porto Calvo. Ela também fez uma grave denuncia dizendo que as construções das casas nos arredores do cemitério é fruto da omissão do poder público e da troca de votos por terrenos no período eleitoral. “Essas irresponsabilidades comprometeram as áreas verdes impedindo qualquer tipo de ampliação.” Revela moradora revoltada com a irresponsabilidade dos políticos.
Já no cemitério da Praia de Barra Grande, além de não ter mais espaço para enterrar os mortos, também apresentam sinais de abandono por parte do poder público, matos e sujeira na entrada principal são visíveis aos olhos de quem chega à localidade.
Em São Bento não é diferente dos demais, pois para sepultar alguém, só em túmulos já existentes. De acordo com alguns
moradores, a superlotação já faz tempo, e que várias pessoas já comunicaram o caso a prefeitura, mas o descaso continua, pois até o momento não houve resposta por parte do Poder Público.
Nossa reportagem registrou os fatos denunciados em horários de expedientes, mas não localizamos os coveiro de Barra Grande e de São Bento.
Tentamos contato por telefone com o secretário de infraestrutura por várias vezes, mas estava em caixa de mensagem.
Levamos o caso ao Ministério Público, e a Promotora de Justiça a Drª. Francisca Paula de Jesus, informou a nossa reportagem, que convocará o município e seus órgãos competentes ainda este mês para uma reunião no qual deverão ser encontradas soluções urgentes.




























