No dia 19 de junho desde ano, foi denunciado pelo site de notícias Maragogiro que a empresa CP construções tinha ganhado uma licitação da prefeitura de Maragogi, cidade do litoral norte de Alagoas, no valor de R$ 504.073.42 (quinhentos e quatro mil. setenta e três reais e quarenta e dois centavos.) para construir em alguns povoados 64 módulos sanitários domiciliares compostos de conjunto sanitário, sumidouro, conjunto séptico, reservatório e tanque de evaporação. No contrato de número 48/2017 constava que o prazo da obra era de 12 meses e uma placa fixada na entrada do Maruim, deixa claro que a obra teve início em 11 de novembro de 2018 com término previsto para dia 11 de novembro de 2019.
Hoje, quarta feira (09,) faltando 32 dias para extinção dos prazos, nossa equipe de reportagem voltou ao sítio Maruim no povoado de São Bento para constatar se a prefeitura, junto com a empresa licitada, conseguiu realizar uma obra tão sonhada destinados à comunidade carente que seriam os 31 banheiros. De início, localizamos o pedreiro Daniel que trabalhou no projeto e que nos recordou que em junho deste ano a prefeitura tinha concluído apenas 06 banheiros, sendo que 05 deles apresentaram problemas antes de 30 dias; e que também, devido a algumas denúncias de irregularidades, o mestre da obra foi substituído, e o que chegou no seu lugar trocou as fossas sépticas por fossas ecológicas, mas a situação ficou ainda pior.
Devido ao grande número de moradores que vive em situação sub-humana na pequena comunidade, a maioria dos moradores faz suas necessidades fisiológicas em sacos plásticos, e os dejetos são arremessados com frequência em manguezais e rios que desaguam no mar. Esse costume agride diretamente o meio ambiente, pois são centenas de pessoas que têm mesma cultura. Quando a maré enche, todos os resíduos lançados nos rios e manguezais são levados, expandindo a poluição por quilômetros.
Dos 31 banheiros destinados ao sítio Maruim, apenas 09 foram construídos; de acordo com o pedreiro Daniel, apenas 01 foi aprovado pela fiscalização. Ainda de acordo com o pedreiro, a empresa CP Construções também desapareceu do local de trabalho sem dar explicação aos moradores. Dessa vez nós não conseguimos falar por telefone com nenhum dos responsáveis. Em junho deste ano, depois da primeira denúncia, nossa reportagem conseguiu falar com um homem por nome de Ronaldo que, segundo constava em documentos, era responsável pela empresa. Porém, fomos informados na época que há quatro anos a empresa teria sido repassada para terceiros.
Tentamos falar com o secretário de infraestrutura do município de Maragogi, no entanto, a ligação não foi completada.
Já a FUNASA informou ao nosso portal de notícias que a área técnica da Funasa no Estado de Alagoas tem acompanhado a execução da obra do convênio firmado entre a Prefeitura Municipal de Maragogi com objetivo de construir Melhorias Sanitárias Domiciliares, tendo sido liberado a primeira parcela no dia 6/7/2018 mediante a ordem bancária 2018OB802640 no valor de R$ 300.000,00. (trezentos mil reais).






























