“Panela que muitos mexem, ou insosso ou salgado” já diz o ditado. Foi isso o demonstrado pelos grupos em redes sociais que há uma semana se mobilizavam para fechar a rodovia AL 101 norte, próximo ao Hotel Salinas em uma ponte que divide a cidade de Maragogi com o povoado de São Bento, no litoral norte de Alagoas.
O grupo foi montado com o objetivo de protestar contra as ações do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) que, segundo manifestantes, estão exagerando nas blitz. Nos áudios que circulam nos grupos os participantes incentivam um ao outro para fecharem o asfalto; porém, com a dimensão do grupo, que constava com mais de duzentos participantes, ninguém se identificava como líder do movimento.
Enquanto isso na paralela, as associações de buggys e mototaxistas se deslocaram até Maceió de forma pacífica para negociarem a flexibilização nas abordagens por parte da BPRV sobre cadeirinha de crinça, cinto de segurança e transporte de produtos agrícolas. Pontos debatidos e ajustados com o Comandante do BPRV, que atendeu as reivindicações do grupo organizado sem hesitar. Na oportunidade, membros do grupo de WhatsApp que já se mobilizavam para fechar a pista foram convidados para também negociarem com o Comandante Liziário, porém ninguém quis ir, alegando que o Coronel era que deveria vir a Maragogi para ouvi-los.
Nesta quinta feira (06) por volta das 05h, o Grupo de Operações Especiais (Pelopes) já estava de prontidão no local indicado para o fechamento que foi divulgado com antecedência pelos os manifestantes que viralizaram nas redes sociais. O Comando do 6° BPM mobilizou seu efetivo colocando-os em pontos estratégicos para esperar uma grande multidão para protestar. Nos áudios divulgados constavam que compareceriam motoqueiros de Matriz de Camaragibe, Porto Calvo, Japaratinga e motoqueiros de toda zona rural.
Com o evento marcado para as 07h30, no local indicado só constava o Pelopes, e nenhum manifestante tinha comparecido até ás 09h40, momento em que a nossa reportagem deixou o local. Em entrevista ao MaragoGiro, o Aspirante Fernando, oficial de operações do 6° do BPM, informou que estava de prontidão para acompanhar o protesto e orientar os manifestantes a não fecharem a pista, como também para negociar as reivindicações de acordo com o que manda o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em caso de desobediência por parte dos manifestantes, o últimos recursos a ser usado pelo o Pelopes seria bala de borracha calibre “12”, spray de pimenta e granada CS, o famoso gás lacrimogênio. O pelopes também estava com material de proteção nas viaturas como escudos, joelheiras e cotoveleiras. Finalizou o Aspirante Fernando.
Por não ter líder a frente do movimento, nenhum “manifestante” quis se manisfestar, apenas lamentações eram divulgados entre os grupos de whatsApp.




























