Contrastes e contradições, são resumos da camuflagem do poder público no 2° polo turístico de Alagoas. Com a orla e o centro organizado, parece que os olhos da gestão pública, estão voltados para um povo elitizado, pois cada vez mais, se distancia das comunidades mais carentes e principalmente do conjunto Deda Paes, que há anos vive no mais absoluto estado de calamidade pública.
O povo está vivendo lá de forma sub-humana, pois não há qualquer tipo de estrutura mínima para acomodar os cidadãos. Com a falta d’água há vários dias, o que a nossa reportagem encontrou, foi um povo revoltado e entristecidos pela situação deplorável naquele bairro.
No momento em que os fogos de artifícios estouravam em comemorações aos 143 de emancipação política de Maragogi, crianças, jovens, adultos e idosos clamavam por energia, estradas e principalmente por água. Dona Antônia Maria da Silva de 62 anos, revelou que o poço está abandonado e mesmo assim quando tinha água, fedia e era de cor escura. Agora o poço não funciona e o
s canos estão quebrados. As várias ligações que fez para as autoridades pedindo ajuda, foram em vão, mas que garante que em ano de eleição, não falta políticos visitando o Deda Paes e prometendo a mesma coisa.
Já a jovem Walkiria de 23 anos, disse que só está conseguindo tomar banho, porque está
chovendo bastante, então ela aproveita para se higienizar. Mas garante que já ficou três dias sem conseguir tomar banho por falta dágua.
Com o descaso constante, as crianças não ignoram, pois pela inocência acham normal transitar e brinca na lama, por que já nascem tendo a certeza de que a vida deles, são iguais a de todos.
A menina Dí, com 4 anos, descalça, com a lama cobrindo seus pés, olhou para nós e pediu água, com aquele rosto inocente e com aquela voz que poderá um dia utilizar em favor dos mais carentes.
Segundo moradores, água daquele conjunto, pertence ao SAAE, nossa reportagem entrou em contato várias vezes através do número disponível, mas a ligação não completou.



























