Depois que a banca COPEVE, responsável pela organização do concurso público da Cidade de Porto Calvo, liberou os cartões para os candidatos indicando o horário e o local de provas que seriam realizadas neste domingo dia 02 de dezembro, de imediato gerou-se uma grande polêmica devido à distância de deslocamento para os concorrentes a um cargo público.
Centenas de candidatos da Região Norte, foram escalonados para fazerem suas provas em Maceió, enquanto vários maceioenses, também foram escalonados para realizarem suas provas na Região Norte, e com este transtorno, alguns candidatos gastariam cerca de 2 horas para poder chegar ao local da prova.
Só que essa dobradinha, contrariou o item 6.1 do edital que diz que as Provas Objetivas seriam realizadas simultaneamente na cidade de Porto Calvo, e caso o espaço físico destinado à realização das provas no referido município não fosse suficiente para comportar a demanda, os excedentes seriam realocados para os municípios circunvizinhos.
Por esta razão, a Defensora Pública de Porto Calvo, Elaine Zelaquett ingressou com uma Ação pública em tutela de urgência para suspender o concurso por violar os princípios do instrumento convocatório, da legalidade, isonomia, transparência e da publicidade. A Defensora contestou ainda na ação, que a cidade de Maceió não pode ser considerada como circunvizinha, pois está a 100 km de distância da cidade de Porto Calvo.
Depois de proferida a Ação pelo o Juiz da 2° Vara de Porto Calvo, José Eduardo Nobre Carlos, a justiça alagoana determinou a suspensão do concurso público, entendo de que “houve a violação do item 6.1 do edital, visto que a cidade de Maceió não se enquadra como circunvizinha, revelando-se flagrante ilegalidade pela alteração do local das provas”. Ainda de acordo com o magistrado, deveria a organizadora do certame, ter alocado os candidatos em cidades como Matriz do Camaragibe, Porto de Pedras, Jacuípe, Japaratinga, etc, que fazem limite com o Município de Porto Calvo.
Em contato com a COPEVE, Leila do setor de atendimento ao candidato, informou ao Portal de Notícias Maragogiro, que a banca estava em reunião extraordinária para decidir se iria recorrer ou não da ação, e que seria lançado uma nota no próprio site da COPEVE esclarecendo quaisquer dúvidas.
Nossa reportagem não conseguiu falar com o prefeito de Porto Calvo David Pedrosa (PMDB), mas fomos informados de que ele irá se pronunciar nesta sexta feira (30), às 07 da manhã no programa 1° página, Primeira Edição, com o Locutor Marcos Menino, na rádio Maragogi FM.




























