A praia de Maragogi vivia sempre lotada nos finais de semana pelos excursionistas, ou popularmente conhecidos como “farofeiros.” Eram eles que de alguma forma movimentavam a Cidade aquecendo a economia local, pois muitos frequentavam os pequenos restaurantes, bares, compravam lembrancinhas de artesanatos e usufruíam de alguns passeios de lanchas pela orla.
Por esta razão, os pequenos comerciantes viviam bem melhor com toda esta movimentação entre os sábados e domingos. Tinha comerciante que chegava a faturar só com o artesanato, mais de mil e quinhentos reais entre sábado e domingo, e os pequenos passeios de lanchas também faturavam entre dois e três mil reais no mesmo período.
Com toda esta movimentação a prefeitura de Maragogi aproveitava da bonança e cobrava cinquenta reais por cada ônibus que chegasse a cidade com os excursionistas e o movimento era grande de inverno a verão. Só que o município alterou os valores e passou a cobrar entre trezentos e quinhentos reais por ônibus. Com este aumento absurdo, os excursionistas desapareceram da cidade, e hoje os comerciantes reclamam, porque seus empreendimentos foram afetados em quase 90% em sua economia.
A nossa reportagem conversou com um dono de um ponto de artesanato, mas ele não quis se identificar com medo de represália, mas disse que nos finais de semana sempre faturava quase mil reais por dia, e agora, mesmo em dia de feriado, não consegue arrumar trezentos reais, “acabaram com o nosso comércio, a tendência é piorar, Maragogi está morto nos fins de semana.” Lamenta o cidadão.
Já um rapaz que tem lancha, e preferiu não se identificar, também revelou que irá vender sua embarcação, pois seus passeios caíram mais da metade principalmente nos feriados. “Quem está ganhando dinheiro aqui em Maragogi, é somente os restaurantes e receptivos que trabalham com agência de turismo, mas nós quebramos.” Lamenta o lancheiro.
A prefeitura usa da má fé dizendo que os “farofeiros” vêm pra cá só sujar a praia, mas esquecem de que a empresa que faz a limpeza da cidade está levando quase meio milhão de reais por mês. Outra coisa, os ambulantes que chegavam a vender três caixas grandes de isopor por dia em carrinho de mão pela praia, hoje não vende uma. Reclama outro cidadão que também não quis se identificar, pois segundo ele, poderá até ser proibido de vender.
O que chamou atenção da reportagem do Maragogiro foi que nenhum cidadão, mesmo prejudicado, teve a coragem de se identificar, e isto é preocupante em um País Democrático de Direito. Até funcionários concursados quando reivindicam algo, pedem o anonimato, lamentavelmente.
Disque Maragogiro e faça suas reivindicações:
www.maragogiro.com.br /CNPJ: 20.908.891/0001-96
(82)9 81715506- WhatsApp
(82)9 88519617
Ou em nossas páginas no facebook/ Instagram/youtube




























