Desde a década de 1990, dois nomes políticos perduram na disputa eleitoral pelo poder da cidade de Maragogi: Marcos Madeira e Sérgio Lira. Juntos, eles administraram o segundo polo turístico de Alagoas por 28 anos, sendo 12 dos Madeira e 16 dos Lira.
Marcos Madeira foi eleito em 2004. À época, foi visto como salvador da pátria aos olhos do povo, que estava sufocado e saturado com a arcaica forma de governança do médico Sérgio Lira. Os atos administrativos do governo Sérgio Lira culminaram então em uma operação da Polícia Federal, na qual uma quadrilha que desviava dinheiro da merenda escolar foi presa.
Crianças, adultos e idosos ovacionavam Marcos Madeira nos quatro cantos do município. Maragogi parecia viver em outro patamar, a cidade respirava novos ares e a esperança brilhava nos olhos de todos os munícipes. Com a saída de Sérgio Lira e a Operação Guabiru, a oposição em Maragogi praticamente deixou de existir, e o nome de Marcos Madeira atingiu Norte e Sul do Estado de Alagoas.
Sem divergência política e com a reeleição garantida, Marcos Madeira também elege o filho, Marquinhos Madeira, a Deputado Estadual em 2010. No entanto, daí em diante, a vaidade começou a administrar sua vida e a vida dos mais de 30 mil habitantes do município de Maragogi. O então prefeito se permitiu mexer no bolso do funcionalismo público. Com meses de salários atrasados, a cidade e seus povoados entraram em decadência em infraestrutura, sem nenhuma obra por parte da prefeitura. Obras do Governo Federal, como o IFAL, passaram a ser citadas como obras do município até os dias de hoje.
Marcos Madeira não percebeu que detinha o poder da prefeitura de Maragogi em suas mãos, tinha um filho deputado, era fiel aliado do Senador Renan Calheiros e amigo particular do Governador do Estado. Mesmo assim, continuou maltratando o povo. O prejuízo causado financeiramente pela sua administração a longo prazo fez com que o eleitorado Maragogiense resgatasse o falido político ex-prefeito Sérgio Lira, devolvendo-lhe o poder em 2016, eleito não por aclamação do povo, mas sim, pelo voto de revolta causado pela vaidade de Marcos Madeira.
Depois que destruiu seu grupo político e amargou uma sequência de derrotas, Marcos Madeira deve ter percebido que não existe em seu favor nenhuma admiração perante os jovens, adultos e idosos na cidade de Maragogi. Ao que tudo indica, ele mudou sua estratégia política e vem se rendendo àquele que combateu desde o início de sua carreira política.
Uma possível fusão com Sérgio Lira traz para o nome de Marcos Madeira uma decadência, que o toma de uma vez por todas.
Quem seria o vice de quem? Será que Maragogi aguentaria mais quatro anos se os dois assumissem o poder?



























